Dieta no início da gravidez reduz diabetes gestacional, diz estudo

Dieta inadequada e sedentarismo são dois hábitos de vida que podem trazer riscos à saúde, principalmente quando pensamos em gestantes. “A obesidade é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de diabetes mellitus gestacional, e um número cada vez maior de mulheres grávidas apresenta sobrepeso ou obesidade. Os hábitos alimentares têm impacto na obesidade e no aparecimento de diabetes mellitus gestacional”, explica o ginecologista obstetra Dr. Fernando Prado, especialista em Reprodução Humana, Membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) e diretor clínico da Neo Vita.

O ESTUDO

Um estudo finlandês, publicado no final de 2021 no European Journal of Nutrition, examinou a conexão entre a ingestão alimentar e o aparecimento de diabetes gestacional em 351 mulheres com sobrepeso ou obesas. “O trabalho concluiu que intervenções na dieta no início da gestação reduzem os riscos de diabetes gestacional, uma condição ligada a diversas complicações durante a gravidez e o parto, além de como aumentar o risco de doenças metabólicas na criança mais tarde. Alguns trabalhos também apontam que altos níveis de glicose em mães com o problema desencadeiam mudanças epigenéticas no feto em desenvolvimento (modificações na atividade genética do feto em virtude de exposições ambientais), resultando em efeitos adversos para a saúde da criança ao longo do tempo”, explica o especialista, que também é Doutor pelo Imperial College London e membro da Sociedade Europeia de Reprodução Humana (ESHRE).

No estudo, a ingestão de nutrientes pelas mulheres foi calculada a partir de diários alimentares; com isso, os dados foram divididos com base em dois padrões alimentares: um padrão alimentar saudável e outro não saudável. Além disso, a qualidade geral da dieta em referência ao recomendado foi descrita com um índice de qualidade da dieta e o potencial inflamatório com um índice inflamatório alimentar. “Os resultados de pesquisa mostram que seguir uma dieta saudável no início da gravidez reduz o risco de diabetes gestacional. Ao mesmo tempo, uma dieta que aumenta a inflamação do corpo está relacionada ao risco maior de diabetes gestacional”, diz o especialista.

RESULTADOS

Segundo os pesquisadores, um índice inflamatório alimentar mais alto, ou seja, uma dieta que aumenta os marcadores inflamatórios de baixo grau no corpo, estava relacionado a um risco aumentado de desenvolver diabetes mellitus gestacional. Um maior consumo de gordura e principalmente de gorduras saturadas também foi relacionado ao diabetes gestacional. “Sabemos que a ingestão de gorduras saturadas aumenta a inflamação do corpo. As gestantes também devem tomar cuidado com excesso de alimentos de alto índice glicêmico, como doces, massas e farinha branca”, diz o Dr. Fernando.

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Vários métodos foram usados ​​no estudo para examinar a ingestão alimentar no início da gravidez. Essas análises revelaram que uma dieta que promova a saúde de forma abrangente está associada a um risco menor de desenvolver diabetes gestacional. “Comer vegetais, frutas, frutas vermelhas e produtos integrais, bem como gorduras insaturadas, é particularmente importante. Esses nutrientes e alimentos reduzem a inflamação no corpo e, portanto, também o risco de diabetes gestacional. O trabalho mostrou que a paciente provavelmente se beneficiará de orientação dietética no início da gravidez”, conta o especialista.

O QUE FAZER?

A médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), enfatiza que a mulher que deseja engravidar, se apresentar alterações metabólicas como obesidade e resistência insulínica ou histórico familiar de diabetes, deve ser orientada quanto aos riscos do desenvolvimento de diabetes gestacional e seus desfechos e encorajada a fazer mudanças imediatas no hábito alimentar como a redução no consumo de açúcares e praticar atividades físicas, para ajudar na prevenção. “No caso da gestante que desenvolve diabetes gestacional, essa deve ser informada de todos os riscos e consequências da disfunção, para ela e para o bebê. Orientações alimentares, como a restrição total no consumo de açúcares, farináceos refinados e alimentos ultraprocessados, e quanto importância da prática de atividades físicas frequentes e sem impacto, devem ser feitas às gestantes. Mesmo assim, diante da gravidade e riscos da situação metabólica, muitas vezes é necessário o controle medicamentoso”, afirma a Dra. Marcella.

Segundo a médica, uma dieta balanceada nos períodos de pré-concepção, gestação e amamentação, incluindo alimentos ricos em macro e micronutrientes, é o método ideal para atender às necessidades nutricionais e garantir o pleno desenvolvimento e crescimento do feto. “Além de proteínas como carnes magras, ovos, laticínios e leguminosas, carboidratos complexos como as frutas, legumes, grãos integrais e sementes e gorduras boas, como azeite de oliva, sementes oleaginosas, castanhas e algumas frutas, também é altamente necessário o aporte adequado de vitaminas e minerais, presente nesses grupos alimentares. É também recomendável o consumo de outras substâncias benéficas à saúde, como antioxidantes, carotenoides e polifenóis”, indica a médica nutróloga. “Muitas vezes o médico obstetra tem formação em Nutrologia e pode orientar adequadamente a gestante, caso contrário, situações especiais ou de risco, um médico nutrólogo pode fazer acompanhamento complementar. O profissional da Nutrição com sugestão de cardápios e substituições alimentares, integrando a equipe multidisciplinar, é muito bem-vindo durante o período gestacional”, finaliza a Dra. Marcella.

FONTES:

*DR. FERNANDO PRADO: Médico ginecologista, obstetra e especialista em Reprodução Humana. É diretor clínico da Neo Vita e coordenador médico da Embriológica. Doutor pela Universidade Federal de São Paulo e pelo Imperial College London, de Londres – Reino Unido. Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo, Membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) e da Sociedade Europeia de Reprodução Humana (ESHRE). Whatsapp Neo Vita: 11 5052-1000 / Instagram: @neovita.br / Youtube: Neo Vita – Reprodução Humana.

*DRA. MARCELLA GARCEZ: Médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo. Além disso, é membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética e da Sociedade Brasileira para o Estudo do Envelhecimento.

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Trocas geniais para substituir os laticínios e seus derivados nas receitas

Quem não pode consumir leite e derivados geralmente sofre bastante na hora de encontrar opções sem esses ingredientes no mercado. Em restaurantes e receitas, então, a tarefa se complica ainda mais. É aí que entram estas cinco trocas geniais de ingredientes sem laticínios. Eles têm um sabor tão bom quanto os itens originais! Confira:

Por que algumas pessoas não podem consumir leite?

Geralmente, essas pessoas são acometidas por alguma das duas condições: alergia ao leite ou intolerância à lactose. De acordo com a nutricionista Dayse Paravidino, uma alergia não deixa de ser uma intolerância, mas, na prática e para simplificar, as enfermidades podem ser entendidas como:

Alergia ao leite: “Reação do sistema imune frente a algo que ele entende como um agente invasor deletério. No caso de leite e derivados, na maioria das vezes o corpo responde à caseína, um tipo de proteína”, diz a especialista;
Intolerância à lactose: “Comumente associada a algum desconforto digestivo que acontece de 15 a 120 minutos após a ingestão de leite e derivados. Por exemplo: diarreia, sensação de estufamento, gases intensos, náuseas e dor de cabeça”, finaliza Dayse Paravidino.

Trocas para substituir os laticínios

Tenha você alguma das condições acima, ou seja você vegano, o fato é que é preciso trocar esses ingredientes nos preparos do dia a dia. Veja como fazer isso:

No lugar do parmesão ralado, teste farinha de amêndoas + sal rosa

Quer incrementar o macarrão com molho? Experimente colocar, por cima do prato, uma pitada de farinha de amêndoas e um pouco de sal rosa do Himalaia. A gordura do primeiro item se misturará ao salgadinho do segundo, deixando o sabor muito parecido com o do queijo.

No lugar do creme de leite para engrossar a sopa, vá de purê de feijão branco

O resultado é uma textura incrivelmente rica e cremosa, com proteína e fibras adicionais.

Em vez de passar manteiga no pão, tente óleo de coco frio

Ele também vai derreter ao ser colocado no pão quentinho, trazendo um sabor ainda mais marcante — que combina com receitas doces.

Vontade de um cheesecake? Experimente fazer a base com castanha-de-caju!

Para isso, você precisará deixar as castanhas na água por aproximadamente oito horas. Depois, é só retirar um pouco do líquido e batê-las com óleo de coco, suco de limão e açúcar (ou adoçante). Seus convidados nunca irão perceber que o recheio da sobremesa não leva creme de queijo.

Quer um sorvete cremoso? Congele bananas

A fruta bem madura e congelada se transforma em um sorvete delicioso. Você pode incrementar com chocolate em pó, morangos, extrato de baunilha, pasta de amendoim… Vale usar a criatividade!

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Pegou covid? Veja como a masturbação pode ajudar nos sintomas leves

Não, a masturbação não vai te curar da COVID-19. Mas, quando o pior dos sintomas já passou e eles estão relativamente melhores, a masturbação pode ser um ótimo aliado e trazer benefícios como relaxamento, melhora do humor e fortalecimento seu sistema imunológico.

A MASTURBAÇÃO AJUDA A DESCONGESTIONAR AS NARINAS

Um dos sintomas mais comuns da COVID-19, de acordo com o Centro de Controle de Doenças e Prevenção é o nariz entupido.

De acordo com um estudo publicado no Ear, Nose & Throat Journal em janeiro de 2021, o clímax pode ajudar a descongestionar as vias aéreas. Algumas pesquisas afirmam que tanto o exercício físico quando as alterações hormonais podem afetar -positivamente- a função das vias aéreas a médio e longo prazo.

Apesar do estudo realizado pela Universidade de Cambridge falar sobre o sexo em conjunto, a sua teoria de que existe uma ligação fisiológica entre o nariz e as partes íntimas. Além disso, depois de três horas fazendo sexo, a respiração nasal dos participantes do estudo voltou aos níveis basais, enquanto as pessoas que usaram um spray descongestionante nasal viram melhorias na respiração por mais tempo. Portanto, considere buscar um orgasmo para obter um alívio instantâneo enquanto espera que os remédios para resfriado façam efeito.

A MASTURBAÇÃO AJUDA NAS DORES DE CABEÇA

Outro sintoma comum da COVID-19 são suas terríveis dores de cabeça. Um estudo publicado no Journal of Neurology, Neurosurgery, and Psychiatry demonstrou que a atividade sexual era capaz de aliviar dores de cabeça e episódios de enxaqueca. Cerca de 31% dos pacientes se envolveram em uma atividade sexual durante uma crise de dor de cabeça, onde 37% desse grupo reportou uma melhora moderada -ou total das dores. Isso acontece por conta da endorfina liberada na prática, que ajuda a inibir a dor, de acordo com estudos.

 TE AJUDA A DORMIR MELHOR

Apesar de não ser um sintoma, pessoas que testaram positivo para COVID podem experimentar febre, falta de ar, tosse e dores no corpo o que impactam na qualidade do sono. O Sleep Foundation realizou um estudo que mostrou que pacientes com COVID-19 são mais propensos a relatar problemas de sono, devido a sintomas da doença que dificultam o repouso, como respiração e tosse. 75% dos pacientes relataram problemas para dormir.

Além disso, para combater o vírus, o que seu corpo precisa é de repouso. E coincidentemente, os hormônios mais importantes para garantir a qualidade do sono (oxitocina e prolactina) são liberados durante a atividade sexual. Um estudo divulgou que 54% dos voluntários demonstraram melhora no sono após a masturbação e 47% sentiram menor dificuldade em adormecer.

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AJUDA NA MEMÓRIA

Ainda de acordo com o Centro de Controle de Doenças e Prevenção um dos sintomas de longo termo da COVID-19 que pode vir a ocorrer é a perca de memória e dificuldade de concentração.

A masturbação pode ajudar no esclarecimento da mente, permitindo com que você pense claramente. Um estudo realizado pelo Age and Ageing descobriu que entre adultos de 50 a 89 anos, a prática sexual pode ajudar na memória e funções cognitivas. Isso acontece pois a masturbação libera endorfina e dopamina – que de acordo com o National Institutes of Health é um ótimo aliado para o foco e concentração.

ORGASMOS AJUDAM NA PERCEPÇÃO DOS CHEIROS

O orgasmo libera no seu corpo o hormônio prolactina, o que pode melhorar seu olfato, algo que é comumente atrelado a COVID-19. A prolactina ajuda as células-tronco no bulbo olfativo do seu cérebro, incentivando o desenvolvimento de novos neurônios, de acordo como o livro “Por Que as Mulheres Fazem Sexo?” de Cindy M. Meston e David M. Buss. 

Claramente ter orgasmos não irá melhorar sozinho os sintomas da COVID-19. Mas com toda certeza irá ser trazer ótimos benefícios.

 

 

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Agrião: 10 benefícios e como usar (com receitas saudáveis)

O agrião é uma verdura rica em vitamina C e flavonoides, compostos com ação antioxidante e anti-inflamatória que combatem os radicais livres e fortalecem o sistema imunológico, ajudando no tratamento de gripes, bronquite e tosses. Conheça todos os benefícios e saiba como usar.
Agrião: 10 benefícios e como usar (com receitas saudáveis) Publicado primeiro em https://www.tuasaude.com