O transtorno de conduta é um distúrbio psicológico caracterizado pelo comportamento agressivo, desafiador e manipulador da criança. Saiba identificar o transtorno de conduta e veja como deve ser o tratamento.
Transtorno de conduta: o que é, sintomas e tratamento Publicado primeiro em https://www.tuasaude.com
Anemia megaloblástica: o que é, causas, sintomas e tratamentos
As causas mais comuns da anemia megaloblástica são deficiência de vitamina B12 e folato, facilmente corrigíveis com tratamento e alimentação apropriados. Se não diagnosticada e tratada, a anemia megaloblástica pode provocar distúrbios neurológicos e psiquiátricos.
Toda a vitamina B12 que temos em nosso organismo provém da alimentação, especificamente de alimentos de origem animal, por isso vegetarianos estritos precisam fazer uma suplementação.
O folato está presente em alimentos de origem animal e vegetal. Espinafre, aspargo, couve e brócolis são exemplos de alimentos ricos em folato. Entretanto, o cozimento excessivo pode provocar a perda de parte do folato contido neles.
A deficiência do folato está associada com a baixa ingestão desses alimentos, uso de alguns medicamentos e gestação.
Veja, com mais detalhes, o que é a anemia megaloblástica, as principais causas, os sintomas e tratamentos.
O que é anemia megaloblástica?
Anemias megaloblásticas são anemias caracterizadas pelo tamanho aumentado das células que dão origem aos glóbulos vermelhos. Isso acontece por causa de distúrbios que prejudicam a síntese de DNA dessas células. Esses distúrbios têm origem na deficiênciade vitamina B12 e/ou de ácido fólico (folato).
Principais causas da anemia megaloblástica
A principal causa da anemia megaloblástica é a ausência da vitamina B12 (cobalamina) no nosso organismo.
A vitamina B12 está presente nas proteínas de origem animal, como carnes, peixes, frutos do mar, laticínios e ovos. Veja uma lista de 13 alimentos ricos em vitamina B12.
Quando ingerimos um alimento de origem animal, os ácidos presentes no nosso estômago digerem a proteína e liberam a vitamina B12, para ser processada e absorvida pelo organismo. Essa vitamina chega à medula óssea, onde há a produção das células do sangue, e a todos os tecidos do corpo.
Além disso, ela é estocada no fígado, que é o principal reservatório desta vitamina e garante que você tenha um suprimento da vitamina por anos.
A ausência de folato, derivado do ácido fólico, também causa a anemia megaloblástica. O folato pode ser encontrado nos vegetais, principalmente os de folha verde-escura e no fígado de boi e de galinha. Confira outros alimentos ricos em ácido fólico.
A deficiência de vitamina B12 e folato ou a baixa absorção pelo organismo podem estar relacionadas com doenças hereditárias, deficiências nutricionais, uso de alguns medicamentos e doenças crônicas autoimunes.
Anemia perniciosa
A anemia perniciosa, também conhecida como Anemia de Addison, é a principal causa de deficiência de vitamina B12.
Trata-se de uma doença autoimune, em que as células do sistema de defesa atacam as próprias células parietais do estômago da pessoa portadora. Essas células são muito importantes, pois produzem o fator intrínseco, uma proteína importante e necessária na absorção da vitamina B12.
Essa doença é mais comum em idosos, entre 60 e 70 anos, com predominância no sexo feminino.
Deficiência congênita de fator intrínseco
É uma doença rara que se manifesta, geralmente, antes dos 5 anos de idade, resultando em atraso de crescimento e sintomas comuns de anemia: fraqueza, dor de cabeça, infecções e fadiga intensa.
Essa doença tem causa genética, que provoca uma mutação no gene que codifica o fator intrínseco do estômago, aquela proteína importante para absorção da vitamina B12.
Vegetarianismo estrito
Pelo fato das fontes da vitamina B12 serem de origem animal, os vegetarianos estritos, aqueles que não consomem nenhum alimento de origem animal, apresentam um risco elevado de desenvolver deficiência de vitamina B12.
As pessoas que seguem o estilo de vida vegano devem ser acompanhadas por um nutricionista, para que a dieta seja montada de forma correta, a fim de não deixar a alimentação incompleta.
Além disso, o profissional pode receitar suplementos vitamínicos para serem ingeridos juntamente com a alimentação.
Gastrectomia
A gastrectomia ou cirurgia bariátrica é popularmente conhecida como cirurgia de redução de estômago e é aplicada em pacientes com obesidade mórbida. Apesar dessa cirurgia colaborar para a redução de comorbidades associadas à obesidade, pode contribuir para deficiências nutricionais.
As anemias ferropriva, por deficiência de ferro, e a megaloblástica estão entre os problemas decorrentes da gastrectomia.
A anemia megaloblástica nessas pessoas ocorre por causa da retirada da mucosa gástrica, responsável por produzir o fator intrínseco, necessário para a absorção da vitamina B12. Além disso, a produção de ácido também é reduzida, devido ao menor tamanho do estômago.
Medicações
Algumas medicações são capazes de interferir no metabolismo e na absorção da vitamina B12 e do folato, especialmente as usadas no tratamento da gastrite.
Os medicamentos que neutralizam, inibem ou bloqueiam o ácido do estômago, como os inibidores da bomba de prótons (omeprazol, esomeprazol, rabeprazol e pantoprazol) prejudicam a absorção da vitamina B12.
Além desses, medicações como anticonvulsivantes e sulfassalazina prejudicam a absorção de folato.
Gestação
As gestantes são um grupo de risco para desenvolver anemia megaloblástica por deficiência de folato, devido ao aumento da demanda desse nutriente para o desenvolvimento do bebê e dos tecidos maternos, como alargamento do útero e crescimento da placenta.
É muito importante a suplementação com ácido fólico no período periconcepcional, ou seja, quando a mulher decide engravidar, e durante o primeiro trimestre da gravidez.
Esse cuidado é importante tanto para a mãe, quanto para o bebê, pois a deficiência de folato também está relacionada aos riscos aumentados de malformações congênitas da medula espinhal e do cérebro.
Sintomas da anemia megaloblástica

A anemia megaloblástica é uma doença insidiosa, ou seja, não produz sintomas até que o caso esteja grave. Isso porque o nosso fígado é um reservatório de vitamina B12 e supre as necessidades do organismo até um certo ponto, quando os sintomas começam a aparecer.
O fígado consegue estocar em torno de 2000 a 5000 mg de vitamina B12, então, considerando que o uso diário esteja entre 3 e 5 mg, a falta dessa vitamina pode levar mais de 3 anos para manifestar os sintomas, quando é causada por problemas de baixa absorção da vitamina.
Quando o problema é causado pela interrupção da ingestão de alimentos de fonte animal, o tempo para os sintomas aparecerem pode ser ainda maior, de 10 a 15 anos.
Os sintomas gastrointestinais mais comuns são:
- Diarreia
- Anorexia
- Glossite: é um processo de inflamação ou infecção da língua, que a deixa inchada, dolorida ou sensível, com uma cor diferente e aparentemente lisa, sem as papilas.
Também podem se manifestar sintomas neurológicos:
- Neuropatia periférica: é um termo genérico que indica lesões nos nervos periféricos, que podem prejudicar a função motora e sensitiva. Os principais sintomas são perda de sensibilidade, formigamento, perda do equilíbrio e fraqueza.
- Dificuldade para andar
- Perda da memória
As anormalidades psiquiátricas incluem:
- Depressão
- Alucinação
- Agitação
- Alteração de personalidade
E, por fim, os sintomas comuns de anemia, geralmente severos:
- Fadiga intensa
- Sangramento
- Mal-estar generalizado
- Palidez
- Icterícia (pele e olhos amarelados)
Tratamento da anemia megaloblástica
A anemia megaloblástica pode ser identificada com um exame de sangue, em que se observa o tamanho aumentado das células e alguns outros marcadores, como redução no número de reticulócitos (células do sangue ainda imaturas), do número de plaquetas e de células de defesa. O médico também verifica a dosagem das vitaminas no sangue.
O tratamento é feito com reposição de vitamina B12 por via oral, na veia ou com injeção intramuscular. Também é feita a administração de folato, que geralmente é após a fase de reposição de vitamina B12.
Os sintomas neurológicos são reversíveis se o tratamento for iniciado de modo precoce, pelo menos nos primeiros seis meses. Se não tratados, podem ficar sequelas permanentes.
Fontes e referências adicionais
- Anemias macrocíticas megaloblásticas, Manual MSD
- Anemia megaloblástica, Guia Prático de Hematologia
Qual alimento rico em vitamina B12 ou folato, de fonte animal ou vegetal, você não consome? Você é ou conhece algum vegetariano estrito que faz suplementação de vitamina B12? Comente abaixo!
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Anemia falciforme: o que é, causa, sintomas e tratamentos
Você fez o teste do pezinho em seu bebê e recebeu o diagnóstico de anemia falciforme? Essa doença é genética e hereditária e tende a acometer, com mais frequência, pessoas de ascendência negra, mas pode manifestar-se também nos brancos.
Os sintomas são variados e existem tratamentos especiais que devem ser seguidos ao longo da vida. O diagnóstico precoce é determinante para o encaminhamento ao tratamento adequado, que previne complicações graves e promove uma melhor qualidade de vida.
Veja abaixo o que é anemia falciforme, entenda a causa, os principais sintomas e tratamentos.
O que é anemia falciforme?
A anemia falciforme é uma doença genética e hereditária. É o tipo mais grave e mais comum do grupo de doenças falciformes, que é caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos, que aderem ao formato de uma foice, por isso o nome falciforme, ou meia-lua. Veja aqui outros tipos de anemia e seus principais sintomas.
Os glóbulos vermelhos são as células responsáveis por transportar o oxigênio no corpo e dar a pigmentação vermelha ao sangue.
Os glóbulos vermelhos alterados são menos eficientes no transporte do oxigênio para todo o corpo e aumentam o risco de obstrução dos vasos sanguíneos, pois ficam mais rígidos e pegajosos. Consequentemente, pessoas com anemia falciforme apresentam também riscos maiores de dor generalizada, infecções e acidente vascular cerebral (AVC).
Na maioria dos casos, os pais não têm a doença, mas possuem o gene alterado, o que pode ser suficiente para o filho herdar a doença.
A anemia falciforme é mais comum entre os negros, pardos e afrodescendentes, devido a uma mutação genética que surgiu no continente africano e foi trazida ao Brasil com o tráfico negreiro, na época da escravidão.
Causas da anemia falciforme
As causas da anemia falciforme são fatores hereditários e genéticos, passados de pais para filhos.
Cada pessoa recebe um gene do pai e outro da mãe, que determinam como será a hemoglobina da criança, que é proteína presente nos glóbulos vermelhos. O ideal é que ela receba genes denominados na biologia como “A”. Mas, pode ser que receba o gene “S”, de um dos pais ou dos dois. Isso pode resultar em traço falciforme (AS) ou doença falciforme (SS).
Portar o gene AS, ou seja, ter um traço falciforme não significa que a pessoa tenha, nem que ela desenvolverá a doença futuramente. Ou a pessoa nasce com anemia falciforme, ou ela nunca terá a doença, pois não há mudança de um estado para o outro.
No entanto, mesmo que não desenvolva a doença, a pessoa com gene AS pode passar o gene S para as gerações futuras. Se essa pessoa tiver um filho com outra que também tenha o traço falciforme, o bebê poderá herdar a anemia falciforme.
Sintomas da anemia falciforme
A anemia de falciforme pode se manifestar de maneira diferente em cada pessoa, apresentando desde sintomas mais leves até mais graves. Por se tratar de uma mutação genética, a enfermidade normalmente se manifesta nos primeiros meses de vida, a partir do quarto mês.
As crianças de até dois anos costumam apresentar a síndrome mão-pé. Essa síndrome é caracterizada por uma inflamação nos pés, tornozelos, mãos e punhos. Essas regiões ficam inchadas, avermelhadas e doloridas, devido à obstrução de vasos, desencadeada por desidratação, exposição prolongada ao frio ou infecções.
Outros sintomas comuns da anemia falciforme são:
- Dores intensas nos ossos e na região lombar, torácica e abdominal provocadas pela obstrução dos vasos sanguíneos e má oxigenação dos tecidos.
- Fadiga intensa
- Febre
- Náuseas e vômitos
- Feridas nas pernas
- Palidez e icterícia, quando olhos e pele ficam amarelados.
- Tendência a infecções, especialmente por vírus da influenza e pneumonia.
- Atraso no crescimento e na puberdade
- Priapismo, ereção dolorosa, de duração variável e não relacionada com estímulo sexual, mas causada por oclusão dos vasos sanguíneos que drenam o pênis.
- AVC
- Problemas sistêmicos, que podem acometer o sistema nervoso, cardiovascular, pulmonar e renal.
- Cálculos biliares
Como a doença atinge o sistema integrador do nosso organismo, o sangue, os sintomas podem se manifestar em qualquer parte do corpo, onde ocorrer a oclusão dos vasos sanguíneos provocada pelo formato de foice dos glóbulos vermelhos.
O sequestro esplênico também é um dos sintomas causados por essa doença, que é a retenção de grande volume de sangue dentro do baço.
Essa é uma complicação aguda, que causa uma queda abrupta da hemoglobina, podendo levar ao choque hipovolêmico e morte. Por isso, os pais são ensinados a palpar o baço da criança, para que o atendimento médico aconteça rapidamente.
Diagnóstico da anemia falciforme
Normalmente, a anemia falciforme é diagnosticada através do teste do pezinho, feito gratuitamente nos recém-nascidos, antes da alta hospitalar. Nesse exame, é realizado um teste de eletroforese de hemoglobina, que pode detectar a presença da hemoglobina S e a sua concentração.
Esse teste indica se o bebê possui hemoglobina AS (traço falciforme) ou SS (doença falciforme). Com um diagnóstico precoce, o seguimento do tratamento é mais eficiente e trabalha com a prevenção de complicações mais graves, como AVC e infecções.
Se logo nos primeiros dias de vida do bebê não for feito o teste do pezinho, ele poderá ser submetido ao teste do afoiçamento e ao teste da mancha, para uma triagem. Se o resultado dos testes indicar a presença de hemoglobina S, é feito o teste de eletroforese de hemoglobina, para confirmar e concluir o diagnóstico.
Outra maneira de realizar o diagnóstico é através da dosagem de bilirrubina associada ao hemograma, também indicado para aquelas pessoas que não fizeram o teste do pezinho na maternidade.
Tratamento da anemia falciforme
Ao receber um diagnóstico conclusivo, é hora de iniciar o tratamento. O bebê terá um acompanhamento médico mais frequente do que o normal, podendo ser inserido em um programa de atenção integral.
O médico especialista pode prescrever medicamentos como antibióticos, para as crianças de até 5 anos de idade, para prevenir infecções e complicações graves.
Para aliviar a dor em momentos de crise podem ser prescritos anti-inflamatórios, analgésicos e até máscara de oxigênio, para aumentar e melhorar a circulação de oxigênio no sangue.
Os portadores de anemia falciforme precisam de acompanhamento médico constante, por isso, quanto mais cedo iniciar o tratamento, melhor será o prognóstico, ou seja, a qualidade de vida nos próximos anos.
Quem tem anemia falciforme pode enfrentar infecções frequentes, por isso devem se atentar aos primeiros sintomas, como febre ou o aumento do baço, que ocorre principalmente nas crianças. Uma recomendação muito válida é o cuidado diário com mudanças bruscas de temperatura, para evitar resfriados e pneumonia.
Ao menor sinal de infecção, deve-se procurar atendimento hospitalar imediato, para que a intervenção seja rápida e mais eficiente. A febre pode desenvolver septicemia num prazo de apenas 24 horas, podendo levar ao óbito.
O transplante de medula óssea é o tratamento mais eficaz para a anemia falciforme. Células tronco da medula óssea de um parente compatível, normalmente um irmão ou irmã, que não tenha gene de anemia de falciforme, podem ser transplantadas para a pessoa portadora.
Embora o Sistema Único de Saúde (SUS) tenha como custear essa cirurgia, o procedimento é pouco utilizado, pois envolve muitos riscos. Os pacientes portadores dessa doença têm poucos doadores compatíveis, e um dos riscos é o uso de medicamentos no pós-cirúrgico, que reduzem ainda mais a imunidade do paciente.
Fontes e referências adicionais
- Anemia falciforme, Biblioteca Virtual em Saúde – Ministério da Saúde
- Doença falciforme: o que se deve saber sobre herança genética, Ministério da Saúde
- Anemia falciforme, Hospital Israelita Albert Einstein
- Anemia falciforme afeta saúde, rotina e emocional de portadores, Jornal da USP
Você ou alguém da sua família tem anemia falciforme? Faz acompanhamento com um médico especialista? Dos sintomas citados, quais você ou essa pessoa apresenta com mais frequência? Qual tratamento você gostaria de fazer, ou evitaria? Comente abaixo!
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8 remédios caseiros para herpes labial
O herpes labial provoca a formação de bolhas cheias de líquido nos lábios e em seu entorno. Além da aparência desconfortável, o herpes labial pode causar dor, ardência, coceira e formigamento nos lábios. Esses sintomas duram entre 7 a 10 dias e podem ser amenizados com remédios caseiros para herpes labial.
A maioria das pessoas, cerca de 90%, apresenta o vírus causador do herpes labial, o herpes simples (HSV-1) e uma grande parcela não apresenta sintomas. Existem, porém, muitas pessoas que sofrem com surtos recorrentes de herpes labial.
O vírus fica dormente e alojado em células nervosas sem causar nenhum dano, até que algum gatilho o desperta e provoca o surto com a manifestação dos sintomas. Os gatilhos são diversos, pode ser exposição ao sol, estresse, flutuações hormonais ou uma baixa do sistema imunológico.
O tratamento é feito com antivirais prescritos pelo médico, mas podem ser complementados com remédios caseiros, que também apresentam atividade antiviral e anti-inflamatória.
Veja algumas opções de remédios caseiros para herpes labial, embasados em estudos científicos.
Extrato de própolis
O própolis é um produto natural das colmeias de abelhas, que contém compostos químicos que desempenham ação antiviral, principalmente os flavonoides.
Foram realizados testes em laboratório usando células in vitro e ratos recém-nascidos e coelhos, para analisar o efeito do própolis sobre o vírus herpes simples.
O que eles observaram foi que o extrato de própolis inibiu a ação dos vírus nas células e preveniu o desenvolvimento de sintomas nos ratos e coelhos.
A aplicação do extrato de própolis nos primeiros sintomas da herpes labial pode reduzir a duração das feridas.
Mel de Kanuka
O mel de Kanuka é derivado da planta Kunzea ericoides, que é da mesma família que a planta Manuka, Leptospermum scoparium, tradicionalmente usada como planta medicinal pelo povo Maori da Nova Zelândia.
As propriedades antivirais do mel de Manuka já foram demonstradas em ensaios pré-clínicos contra os vírus da influenza, rubéola e varicela.
Por isso, pesquisadores se propuseram a investigar a atividade antiviral do mel de Kanuka, visto que faz parte da mesma família botânica que a planta Manuka e possui muitos flavonoides em sua composição.
Eles fizeram um teste clínico randomizado com 952 participantes, comparando a ação do mel de Kanuka com o creme de aciclovir 5%, normalmente usado para tratar o herpes labial.
O resultado que eles obtiveram foi que o mel de Kanuka foi tão bom quanto o aciclovir para reduzir o tempo de cicatrização das feridas e a dor, provando ser uma excelente alternativa natural para o tratamento do herpes labial.
Óleo essencial de hortelã-pimenta
O óleo essencial de hortelã-pimenta possui propriedades antissépticas, que foram testadas em laboratório.
Os resultados obtidos com os testes mostraram que o óleo essencial de hortelã-pimenta impediu a ligação dos vírus herpes simples às células hospedeiras, exercendo um efeito viricida, ou seja, de destruição do vírus. Inclusive, o óleo foi eficiente contra cepas de vírus resistentes ao aciclovir.
Como o óleo essencial de hortelã-pimenta pode penetrar a nossa pele, ele pode ser usado nos lábios para prevenir a herpes recorrente.
Então, ao perceber os primeiros sintomas, aplique o óleo essencial de hortelã-pimenta nos lábios, diluído em algum óleo vegetal, como o óleo de coco. Para isso, basta adicionar 4 gotas do óleo essencial de hortelã-pimenta em 30 mL de óleo de coco e aplicar nos lábios. Não use o óleo essencial mais de duas vezes ao dia, para não irritar a pele.
Veja como usar os óleos essenciais corretamente.
Óleo essencial de melaleuca
Assim como o óleo essencial de hortelã-pimenta, o óleo essencial de melaleuca, proveniente da árvore-do-chá, apresenta ação antiviral contra o vírus herpes simples, inativando-o.
Os estudos científicos que exploraram a ação antiviral dos óleos essenciais foram feitos apenas in vitro, ou seja, em tubos e placas, não foram testados em modelos animais. Isso significa que os efeitos no organismo humano podem não ser tão pronunciados, quanto nas células em placas.
De qualquer forma, os estudos se preocupam com a segurança do método e todos eles mostram que os óleos não são agressivos às nossas células, apenas aos vírus.
Sendo assim, você pode aplicar o óleo essencial de melaleuca diluído em óleo de coco ou outro óleo vegetal de sua preferência, numa proporção de 4 gotas de óleo para 30 mL de óleo vegetal. Aplique nos lábios com o auxílio de um cotonete e limite a aplicação duas vezes por dia.
Aloe vera (babosa)
O extrato das folhas de Aloe vera, mais conhecida como babosa, possui propriedades anti-inflamatória, antibacteriana e antiviral.
O efeito inibitório do gel de Aloe vera sobre as cepas dos vírus herpes simples também foi investigado pelos cientistas. Eles observaram que o gel de Aloe vera foi capaz de inibir o crescimento dos vírus herpes simples.
Então, aplicar o gel de babosa diretamente nos lábios é uma ótima opção natural e segura para tratar o herpes labial.
Leite
Aplicar compressas de leite integral pode acelerar a cicatrização das feridas e aliviar as dores causadas pelo herpes labial.
O leite é rico em proteínas chamadas imunoglobulinas, que são anticorpos capazes de auxiliar no combate ao vírus causador do problema. Ele também contém L-lisina, capaz de inibir a ação da arginina, um aminoácido envolvido nos surtos de herpes labial.
Para prevenir os surtos de herpes labial, você pode ingerir alimentos ricos em lisina, inclusive o leite, ou tomar suplementos de lisina.
Agora, se as feridas já estão nos seus lábios, você pode aplicar compressas de leite durante 10 minutos, por 3 a 4 vezes ao dia.
Erva cidreira
Um estudo in vitro indicou que o extrato seco da planta Melissa officinalis L. (erva cidreira) apresenta atividade antiviral, se o tratamento for iniciado nos estágios iniciais, assim que surgem os primeiros sintomas.
Faça uma infusão de erva cidreira, adicionando 4 colheres de sopa da planta em uma xícara de água fervente. Espere a água esfriar e aplique o chá nas feridas, utilizando um cotonete, várias vezes ao dia.
Regaliz ou alcaçuz
O regaliz ou alcaçuz é uma erva muito usada na medicina tradicional chinesa, por conter mais de 20 triterpenoides e cerca de 300 flavonoides, que lhe conferem propriedades antivirais, antimicrobianas e anti-inflamatórias.
Para tratar o herpes labial, faça uma infusão de raiz de alcaçuz, adicionando 1 colher de sopa da planta em uma xícara de água fervente. Assim que a água esfriar, aplique o líquido diretamente nas feridas, usando um cotonete, várias vezes ao dia.
Fontes e referências adicionais
- Anti-herpes simplex virus effect of an aqueous extract of propolis, Israel Medical Association Journal, 2002 Nov; 4(11 Suppl):923-927.
- Kanuka honey versus aciclovir for the topical treatment of herpes simplex labialis: a randomised controlled trial, BMJ Open 2019, 9:e026201: 1-9.
- Virucidal effect of peppermint oil on the enveloped viruses herpes simplex virus type 1 and type 2 in vitro, Phytomedicine, 2003;10(6-7):504-510.
- Assessment of Anti HSV-1 Activity of Aloe Vera Gel Extract: an In Vitro Study, Journal of dentistry (Shiraz, Iran), 2016 Mar;17(1):49-54.
- Local therapy of herpes simplex with dried extract from Melissa officinalis, Phytomedicine, 1994; 1(1): 25-31.
Você tem surtos recorrentes de herpes? Você tem ideia de qual seja o gatilho da herpes no seu caso? Faz algum tratamento medicamentoso? Qual? Qual tratamento caseiro despertou o seu interesse? Comente abaixo!
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Prolapso retal: o que é, sintomas, causas e tratamento
O prolapso é um problema pouco comum em adultos, mas que pode acontecer mais frequentemente em idosos e crianças devido à fraqueza dos músculos da região pélvica. Veja quais os sintomas que podem indicar um prolapso retal, suas causas e as opções de tratamento.
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Como secar o leite materno: remédios e técnicas caseiras
Para secar o leite materno pode ser indicado o uso de remédios como a cabergolina, porém o ideal é usar estratégias naturais como aplicar compressas frias nas mamas. Veja as formas mais eficazes de secar o leite materno e entenda em que situações podem ser indicados remédios.
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Dostinex: como usar o remédio para secar o leite
O Dostinex é um remédio indicado para secar o leite materno, mas que também pode ser usado para o tratamento de problemas relacionados com o aumento da produção da prolactina, que é o hormônio responsável por estimular a produção de leite. Saiba como usar o Dostinex para secar o leite e os possíveis efeitos colaterais .
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Gastrite: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento
A gastrite é uma inflamação das paredes do estômago que pode produzir sintomas como dor de estômago, indigestão e arrotos frequentes. Dependendo da causa ela pode ser de vários tipos, sendo os mais comuns a erosiva e a nervosa. Conheça outros tipos, principais sintomas, causas e tratamento.
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Alergia a medicamentos: o que é, sintomas, causas e o que fazer
A alergia a medicamentos é uma situação em que o sistema imune reage ao medicamento como sendo algo nocivo, levando à produção de anticorpos e ocorrência de sintomas como coceira na pele, inchaço dos olhos, tontura e dificuldade para respirar, no caso mais graves. Veja mais sobre alergia a medicamentos.
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Sintomas parecidos com apendicite (mas que não são)
A apendicite é uma condição que se caracteriza pela inflamação de uma parte do intestino, mas cujos sintomas podem ser confundidos com outras condições como obstrução intestinal, diverticulite ou até pedra nos rins. Confira outros problemas de saúde que podem causar sintomas semelhantes a apendicite.
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