Para comer melhor você deveria… fazer terapia

Quando o assunto é alimentação, parece que o simples fato de evitar alguns alimentos é o suficiente para estarmos mais saudáveis ou perdermos peso. No entanto, comer é uma ação muito mais complexa do que se imagina. Tanto, que uma nova tendência tem chamado a atenção nos Estados Unidos: um aplicativo, chamado Noom, promete ajudar você a fazer escolhas alimentares melhores com a ajuda da psicologia. 

Mas como essa relação funciona? É isso que vamos entender hoje. 

Comer não é só uma necessidade física

Segundo Gabriela Malzyner, psicóloga e psicanalista do Meniá Centro de Prevenção, as nossas escolhas alimentares são sempre bio-psico-sociais. “Isso quer dizer que são baseadas na cultura na qual estamos inseridos, bem como naquilo que são as necessidades do corpo e os afetos que estão envolvidos na relação com o mundo e com os sujeitos ao seu redor. Vale sempre lembrar que o alimento (leite) é a primeira forma de relação com o mundo. Ele é o elo que liga o bebê a sua mãe, e a sua comunidade e seu entorno”, explica. 

É por isso que o cuidado com o psicológico é fundamental no tratamento das patologias do comer, como chama a psicóloga. Esse cuidado direciona uma pessoa a questionar qual é a sua relação com aquilo que come, quais os afetos que estão em jogo, o que se relaciona com as suas vivências compulsivas, bem como com as restrições. 

“As escolhas, na vida, são sempre um tanto do campo da consciência, mas também há a instância inconsciente que dificulta a nós mesmos sermos senhores das nossas vidas”, continua. “Somos submetidos a instâncias internas que não temos plena consciência e que são, muitas vezes, mandatárias na forma como nos relacionamos com nós mesmos e com o mundo. Isso também vale para os alimentos e suas quantidades.”

Aliás, apesar de a ideia ser vendida como uma novidade, a união da psicologia com a nutrição não é nova. Na verdade, essa junção já acontece nas equipes especializadas em questões alimentares, como anorexia, bulimia, compulsão alimentar, dificuldades alimentares na infância, obesidade… todas essas questões demandam uma equipe multidisciplinar para o tratamento efetivo. 

“O que pode ser um dificultador importante é encontrar profissionais qualificados em todas as regiões do Brasil, bem como os custos que tendem a ser elevados quando falamos de equipes multidisciplinares”, explica. 

Continua após a publicidade

O lado da nutrição 

Temos a questão da nutrição em si. Para Natalia Barros, nutricionista especialista em saúde feminina, são muitos fatores que interferem na nossa escolha alimentar. “Desde a fome fisiológica, um dos motivos básicos para a gente se alimentar, como significados diferentes que exercem a comida para indivíduos, conforme a cultura. Na Tailândia come-se escorpião. No Brasil, as coisas mudam. A gente tem que pensar nas crenças alimentares”. 

Ou seja, além dos sinais tradicionais da fome, como o famoso “estômago roncando”, o pensamento nebuloso, as dores de cabeça, é preciso considerar o contexto de alguém ao falar de escolhas alimentares. Isso, claro, passa pelas preferências de cada um, mas também pelo seu contexto físico, como o bairro em que mora ou a proximidade ou não de feiras de rua, que vendem alimentos frescos. 

“A sua história com a alimentação, a sua criação em torno da comida também influencia o porquê, o como e o quê você come”, continua ela. Para a profissional, os hábitos cotidianos também têm um papel fundamental nisso – por exemplo, o grau de intimidade que uma pessoa tem com a cozinha. 

Isso sem contar as necessidades nutricionais de cada um. Uma mulher grávida com certeza tem necessidades diferentes de um homem diabético, assim como uma criança não têm as mesmas necessidades que uma pessoa adulta. Tudo isso, somado aos fatores emocionais, desde um afeto até um quadro de depressão, determina o que cada um coloca no prato. 

“É extremamente difícil mudar as escolhas alimentares, por tudo o que a envolve. Não é simplesmente uma prescrição dietética, de cálculo, mas sim o entendimento do comportamento alimentar, nutricional, para ajudar esse indivíduo na construção de um novo hábito. E, aí, a gente fala de cultura, aspecto social, psicológico, de como está a saúde desse indivíduo, se ele está em crescimento ou se é idoso, se é mulher ou homem, o quanto precisa de energia pras suas atividades…”, continua Natalia. 

Com isso, unir nutrição e psicologia é, sim, possível – e inclusive recomendado. Para a nutricionista, nós não comemos de forma mecânica, mas comemos por conta dos significados embutidos em cada prato. Se fosse tão simples quanto a mecânica, um simples shake seria o suficiente para suprir a questão da necessidade física, por exemplo. No entanto, comer significa uma rotina doméstica que vai de ir ao supermercado a pensar num cardápio diário, além do estado mental e emocional das pessoas que vão comer. 

“Os benefícios dessa união de psicologia e nutrição são melhor equilíbrio emocional e do comer emocional”, diz. “É comer quando você está com fome, você vai conseguir lidar melhor com as suas vontades emocionais, escolher melhor os alimentos, organizar melhor a sua rotina, você vai combinar melhor, cozinhar mais e ter prazer com tudo isso… Você também pode comer porque está triste ou entediado, mas que isso não gere uma frustração ou uma culpa”. 

Ou seja, quanto mais comum for a união da psicologia com a nutrição, melhor, já que as duas coisas estão muito mais entrelaçadas do que imaginamos. Isso significa olhar para o cuidado psicológico não só como uma questão de saúde mental, mas também de saúde física. O seu corpo, com certeza, agradece.  

Continua após a publicidade

Para comer melhor você deveria… fazer terapia Publicado primeiro em https://boaforma.abril.com.br/

Janeiro Branco

Primeiro, vamos começar entendendo o que significa mesmo o termo “saúde mental”: o termo está relacionado à forma como uma pessoa reage às exigências, desafios e mudanças da vida e ao modo como harmoniza suas ideias e emoções. E aí, como está a sua?

O primeiro mês do ano acaba sendo um período em que as pessoas estão mais propensas a pensarem em suas vidas, em suas relações, em suas condições de existência, etc. Estão mais empolgadas e com mais energia para fazerem mudanças.

Como em uma “folha ou em uma tela em branco”, todas as pessoas podem ser inspiradas a escreverem (ou reescreverem) suas próprias histórias de vida.

O Janeiro Branco é uma  campanha ao estilo da Campanha Outubro Rosa e da Campanha Novembro Azul.

Seu objetivo é chamar a atenção da sociedade para as questões e necessidades relacionadas à Saúde Mental e Emocional das pessoas e das instituições.

E por quê é importante essa consicentização?

Porque saúde mental ainda é um tabu para muitas pessoas, motivo de vergonha. Acreditam que buscar ajuda é sinal de fraqueza ou que não estar com a saúde mental em dia é coisa de “maluco”, etc.

E praticar Mindfulness (Atenção Plena) é uma ótima forma de cuidar da sua saúde mental, sabia? Faz com que você lide melhor com os desafios do dia a dia, com suas própria emoções, traz mais inteligência emocional, faz com que você lide melhor com os outros, reduz estresse/ansiedade e aumenta e muito a sensação de felicidade e bem-estar.

Algumas dicas para cuidar mais da sua saúde mental a partir de agora (comece hoje, hein! Não se deixe para depois):

  • Viva mais o momento presente.
  • Faça 5 minutinhos de meditação por dia no horário que for melhor para você (isso já muda o seu cérebro!)
  • Pratique exercícios físicos (escolha uma atividade que te traga prazer)
  • Consulte um psicólogo se achar necessário, não tem nenhuma vergonha nisso. Eu faço terapia e AMO.
  • Seja um pouco egoísta, aprenda a dizer NÃO e respeite sua energia e seus limites
Continua após a publicidade

Janeiro Branco Publicado primeiro em https://boaforma.abril.com.br/

Vitrine: Biquinis plus size

É a hora de escolher o uniforme oficial do verão: Os biquínis! Para te ajudar, separamos uma seleção de biquínis plus size para a estação mais esperada do ano!

Biquíni top plus size estampado flor de jambo

biquini

Compre aqui 

Biquíni plus size calcinha hot pant estampado monograma

biquini

Compre aqui 

Biquíni plus size calcinha hot pant texturizada com argola proteção uv50

biquíni

Continua após a publicidade

 Compre aqui 

Biquíni cropped plus size

Compre aqui 

Biquini sem bojo com aro

Compre aqui 

Biquini top sem bojo e aro

Compre aqui

Continua após a publicidade

Vitrine: Biquinis plus size Publicado primeiro em https://boaforma.abril.com.br/

Nunca foi a um SPA? 12 dúvidas sobre a experiência respondidas

O spa deveria ser um lugar para encontrar seu eu interior, cuidar do corpo, mente e espírito, esquecer os problemas cotidianos, recarregar as energias… Certo? Pois algumas de nós têm a maior dificuldade de desconectar e se entregar de cabeça à experiência simplesmente por não saber o que fazer nesses oásis anti-stress.

A BOA FORMA recrutou entendidos da área para falar sobre regrinhas de ouro que devem ser seguidas antes, durante e depois dos tratamentos corporais e faciais. Spoiler: não é ok gemer durante a massagem!

O QUE PASSA PELA SUA CABEÇA…

…ANTES DA SESSÃO

<span class=“hidden”>–</span>./Divulgação

1. “Estou menstruada. Aviso?”
Precisar, não precisa, mas é bom. Por dois motivos: ficamos mais sensíveis à pressão do toque. E alguns tratamentos, como sauna e massagem na região abdominal, podem aumentar o fluxo menstrual.

2. “Prefiro fazer massagem com uma mulher. É possível?”

Claro! Nesse caso, a escolha é sempre do cliente. “Quando a pessoa não se sente confortável com o terapeuta masculino, deve solicitar uma mulher no momento do agendamento, pelo telefone”, indica Betina Weber, do Kennzur, em São Paulo.

3. “Não consegui me depilar a tempo. Isso é chato?”

De jeito nenhum! A terapeuta tem como único objetivo fazer seu trabalho da melhor maneira possível. “Não é exagero dizer que, provavelmente, ela nem vai reparar, pois o foco está no resultado final: o bem-estar da cliente”, esclarece Betina.

4. “Em que situações devo cancelar o tratamento?”

Está resfriada, com febre, queimaduras de sol, alergias ou alguma doença que deixe a deixe dolorida ou indisposta? Remarque a massagem. “Ela estimula o sistema circulatório e pode espalhar vírus e bactérias por todo o corpo”, alerta Fernanda Pinazo, proprietária do Aigai Spa, em São Paulo.

…DURANTE O PROCEDIMENTO

<span class=“hidden”>–</span>WIN-Initiative/Getty Images

5. “Os acessórios utilizados (como pedras quentes) são esterilizados?”

Sempre! “Utensílios de uso comum devem ser sempre higienizados”, alerta Betina. No caso de pedras quentes, a limpeza é necessária para remover o excesso de óleo ou creme utilizado e para fazer a limpeza energética.

6. “Preciso ficar pelada?”

No geral, quanto menos roupa, melhor. Mas o importante 
é você se sentir confortável. “É bastante comum mulheres estrangeiras chegarem às salas de atendimento nuas”, conta Betina. No Brasil, o normal é manter a parte de baixo.

Continua após a publicidade

“Muitos spas oferecem roupas íntimas descartáveis para não sujar sua lingerie com óleos”, diz Lara Cerullo Oliveira, relações-públicas do Kurotel, em Gramado (RS). E não é preciso se preocupar em passar frio
 ou vergonha: enquanto uma parte do corpo é massageada, 
as demais permanecem cobertas.

7. “Tudo bem levar alguém comigo?”

Não é aconselhável. “Apenas se optar por uma massagem para dois”, esclarece Fernanda Pinazo. A presença extra distrai tanto a profissional quanto quem recebe o tratamento.

8. “Posso parar a sessão e ir ao banheiro?”

Como a massagem estimula a circulação e o sistema linfático, é normal ficar
 com vontade de fazer xixi. “Em casos de extrema necessidade, é melhor ir ao banheiro para relaxar 
e aproveitar o tratamento”, ensina Fernanda Pereira, terapeuta nacional da marca francesa Caudalie. Só lembre-se de que o tempo gasto fora da sala será perdido.

9. “É normal ter os seios e o bumbum tocados?”

Depende. Em massagens relaxantes, faz parte manusear os músculos ligados aos seios (e não aréolas, pelamor!) e alguns pontos das nádegas. “São regiões que carregam muita tensão muscular”, explica Fernanda Pinazo. “Nada impede que você, caso sinta-se desconfortável com alguma situação, fale isso claramente”, sugere Betina.

10. “Pega mal gemer na massagem?”

Depende do barulho ao qual você se refere! Uma respiração profunda seguida de um “hummm” baixinho (aquele que acompanha a sensação de alívio) é ok. Gemer não é ok.

…DEPOIS DO MIMO

<span class=“hidden”>–</span>Sorrasak Jar Tinyo/Getty Images

11. “Devo aceitar o chá ou a água aromatizada que me oferecem?”

Sim, eles ajudam no processo de hidratação e desintoxicação do organismo. “O resultado final do tratamento é uma pele mais bonita, nutrida e macia”, diz Fernanda Pinazo.

12. “E quanto à gorjeta? Preciso dar?”

Apesar de não ser costume no Brasil, gorjetas são sempre bem-vindas – principalmente se você saiu satisfeita e pisando nas nuvens.

IMAGEM BLINDADA

Tem que sair do spa e voltar diretamente à realidade do trabalho? Aqui vão algumas dicas:

coque samurai./BOA FORMA
  • Cabeça a salvo
    Peça à terapeuta para não tocar nos fios se as mãos dela estiverem com creme. Trocar o elástico por presilha e envolver o cabelo numa touca ajuda a manter o look apresentável.
  • Massagem a seco
    Não resiste a uma massagem no couro cabeludo? Não precisa ficar na vontade. Basta a expert não exagerar no tempo (para não aumentar a oleosidade). Caso 
os fios fiquem pesados, o xampu seco reverte o dano.
  • Penteado truqueiro
    Para quem não abre mão do tratamento completo (com óleo, inclusive) e não tem tempo de um banho, a solução é apelar para um coque bem preso e alto. Fica chique e disfarça!
  • Hidratação máxima
    Um creme facial emoliente previne o rosto marcado após passar uns minutos (que poderiam ser eternos!) apoiada no suporte da maca — o que causa uma inevitável e amarrotada cara de sono.
  • Pele revigorada
    Para reverter o visual amassado pós-massagem, nada como uma máscara facial geladinha! Não tem por aí? Use gelo mesmo, envolto em uma toalha para
não queimar a pele.
Continua após a publicidade

Nunca foi a um SPA? 12 dúvidas sobre a experiência respondidas Publicado primeiro em https://boaforma.abril.com.br/